E no caminho de um novo desfecho, tão semelhante aos tantos desfechos que somente findam quando finda o queimar dessa transitória vela... Memórias de um novo fim do mundo! E no trabalho intercalam sorrisos e parentes da rotina... Inclua algo, altere algo, critique algum erro. E não seriam todos os erros criticaveis? Escorrem os passos rumo à beira de um outro espaço dedicado ao preenchimento do tempo, cigarro acende uns 10 minutos... A sala é vaga como a tentativa em citar o fim do velho mundo.
Cá estou, e frente à uma chuva me aparece um menino: Quase 7 anos de vida e vivência, lá cai a chuva e o menino recolhe caixas de papel reciclável... Debaixo da chuva, longe dos olhares e distante do entendimento de qualquer expressão que possa ser humana.
E somos medo e necessidade... Transcorrem as horas, agora estou na rodoviária da capital de uma nação de bananas! Rumo ao mundial de uma copa de algum mundo (não o meu), rumo ao prelúdio de um outro novo caos! Vejo o homem pedir esmolas no semáforo, vejo a senhora gritar por 10 centavos... Vejo o motorista brincar com a condição de um homem que pede dinheiro por crack. Vejo o medo no timbre das vozes ao meu telefone dia e quase noite. Vejo homens ricos em porcentagens e pobres frente ao caminhar... E me vejo, e não sei onde estou. Vejo o amigo, reflexo de muitas dores e muita afirmação. Não vejo nada, nada foi escrito e cá entre nós, de nada falei nesse texto. Ao menos aos pares, ao menos aos que não percebem a cor e a dor da necessidade e do medo.
Texto a decifrar por:
Renan Santana.
Dedicado ao amigo
Daniel.
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