De repente amigo Ernesto;
Em um de repente, você morreu sonhando... Na tua passagem não viu o que fizeram de ti, irmão da maré de perdidos e sonhadores como tu. Não viu teu rosto virar adereço de biquíni na Califórnia, não viu o que fizeram do teu nome.
Mas tua essência surtiu nos poucos de nós, canção nova. Teu amor e luta nos fez melhores, não em renda, não em deslumbramento, porém somos ainda o mesmo sonho dos andantes de Serra Canastra. Aos que ilustram teu semblante, dentro dos erros que eles cometeram forjando e mesclando teu ideal, mentindo, causando ilusões ao propósito, uma hora ao benefício, outrora ao malefício das cobiças atuais, nem desejamos dias vindouros, pois é deles o momento da queda.
Em uma nação que ainda agoniza em fome e descontentamento, pregando o mais novo ilusório, cá ainda estamos, como tu, removendo carrapatos dos olhos do pequeno. E há tantos que ainda mentem em teu nome, há os que iludem tua batalha. Pequenos, grandes covardes e perdidos no motivo que os tira o sono, pois, quanto a nós, estamos vivos.
Somos a nação da reserva, pois, com tanto a realizar, ainda nos perdemos no delírio de um deus, um salvador, um momento... Quando a bandeira sempre foi a vontade, quando a cor ainda era parda e quando a América Latina ainda era uma terra de igualização. Quando ela ainda foi.
E um dia foi. Sacuda-te na sepultura irmão, pois tua ilha não é mais.
Mas enfim, ainda estamos aqui.
Parafraseando-te: Enquanto houver um lastro de vida faminta na america latina, minha batalha não terá chegado ao fim.
Ernesto Che Guevara.
Parafraseando-te: Enquanto houver um lastro de vida faminta na america latina, minha batalha não terá chegado ao fim.
Ernesto Che Guevara.
