Aos que derrubaram muros e aos que construíram muralhas. Aos que escreveram seus nomes em cimento fresco e aos que jazem em mármore frio. Aos que pedalaram correntes em desgoverno e aos que observaram limiares sob janelas empoeiradas. Aos que tiveram todo o tempo do mundo e aos que no mundo não tiveram muito tempo.
A todos que se perderam em bosques e aos que em bosques causaram perdas. Pelas formações rochosas nas beiras das estradas e aos que mudaram de endereço. A todo aquele que acredita e aos que na crença findaram de mãos estendidas.
Pelos cães saltando círculos inflamados e bancos de praças, aos cemitérios vazios e pelas manhãs dos domingos. Por todos os amantes e por toda a falta de encanto.
Aos filhos de um mundo em pânico e às memórias de um fim do mundo.
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